Viver no Corpo em que Nasci…Posso ?

Sobre ser Gorda, ser magra, ser alta ou baixa…

Sobre estar fisicamente na moda!!!??  (Algo absurdo mas sim, é uma realidade!)

Sobre se tenho mesmo de ser um estereótipo ou se posso ser feliz com o corpo com que nasci!

Sobre o que me falta saber ou sentir e o que tenho de aprender,  para não me pre-ocupar, com o facto de não ter as medidas certas para pertencer a qualquer grupo ou classe social ???!

Não existem dois corpos iguais

Não temos controle sobre o corpo em que nascemos. É impossível controlar a estrutura e altura que teremos após o crescimento: uns ficam com metro e meio  e outros chegam aos quase dois metros sem saber como (?) nem porquê. Uns nascem com um apetite voraz, outros nascem sem apetite. Uns comem tudo e mais alguma coisa e mantém-se magros, outros tem de controlar calorias para não rebolar. Algumas raparigas, crescem e ficam com umas maminhas lindas, noutras as maminhas nem crescem e outras há, que crescem demais. Umas com pernas gordas , outras com pernas magras ,ancas estreitas , ancas largas, narizes pontiagudos ou abatatados. O certo é que se queremos viver em sintonia e conectados, teremos de aprender a viver com o corpo que nos calhou.

Para alivio de todos, ser gordo ou ser magro, alto ou baixo não nos retira capacidades. Não existe nenhum estudo ou cálculo matemático que relacione de forma directa a estrutura física com competências cognitivas  ou capacidades sócio-culturais e intelectuais.

A relação com o nosso corpo e as alterações que vemos acontecer ao longo da vida fazem parte e todos de uma maneira ou de outra, temos capacidade de gerir. É inevitável que durante este processo, existam comparações entre os mais próximos e que sejam observadas as diferenças mas,  apenas isso!

O que aconteceu para que o corpo seja tão importante ?

Nos últimos 40 anos o corpo assumiu um forte impacto na forma como a  sociedade se dividiu, pelos piores motivos infelizmente  e com fracas motivações.  Este impacto poderia ter servido para uma cultura da saúde, bem estar, prevenção da doença e  aumento da qualidade de vida, mas infelizmente não foi por aí.

Aprendemos a estigmatizar as pessoas por atributos físicos. Tornou-se socialmente normal julgar as pessoas pelo corpo,  atribuindo-lhes mais ou menos qualidade conforme o peso e medida. Assistimos à rejeição de muitos talentos por falta de imagem em todas as áreas artísticas. Relações que não aconteceram por corpos fora dos padrões e finalmente a consciência social, que leva  a que cada um se  exclua à priori,  por não ter o corpo XPTO!

Nascemos de uma sociedade católica, com regras fechadas e rigorosas, quem não as seguia era fortemente discriminado e excluído. Felizmente as sociedades modernas civilizadas,  desvincularam-se a passos largos da discriminação religiosa.  Mas pouco mudou, valores religiosos parecem ter dado lugar aos valores corporais  e vivemos agora numa sociedade que descrimina forma e corpos. Uma sociedade que sobrevaloriza o corpo em detrimento do valor pessoal e intelectual, uma sociedade de fantoches: as medidas certas e o corpo certo para determinado emprego, as medidas certas e o peso certo para desposar determinada classe social, a altura certa para assumir certos cargos de poder.

Terá o percurso da minha vida de depender da sorte ou do azar de ter nascido numa família de gente magra ou de minorcas ?

Não, não e não!

O que fazer ?

O primeiro passo é ter consciência de que nascemos num corpo e não escolhemos forma, genética nem medidas. Um corpo saudável é o mais importante.

Segundo passo, percebermos que não é o corpo que determina o que somos ou iremos ser e nesta consciência,  fica claro na MENTE de cada um,  que ninguém é  superior por ser mais alto, magro, elegante ou mais belo e nem inferior por ser mais baixo, gordo ou menos belo.

terceiro passo, aceitar, amar e respeitar o corpo em que nascemos, fazer o melhor para o manter saudável e forte, aprender a comunicar com ele e tratá-lo sempre com amor porque o nosso corpo é o templo em que vamos viver enquanto por cá andarmos…

Ao respeitar o nosso corpo, aprendemos a olhar para o corpo do outro com respeito e todo o reparo que podemos fazer será sempre em prol da consciência da saude e do bem estar.

Nota: Deveria ser proibido, agredir um corpo saudável, com plásticas, comprimidos para emagrecer, anabolizantes e outras práticas para o transformar em algo que não é…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s